Além do café, EUA indicam também alívio nas tarifas sobre frutas
Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent prevê redução na tarifa de produtos não cultivados nos EUA.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou ontem que o governo americano anunciará alívios tarifários sobre café, bananas e outras frutas e produtos nos próximos dias, em uma tentativa de conter pressões de preços e impulsionar o consumo doméstico. “Veremos grandes notícias sobre tarifas nos próximos dias”, disse ele, em entrevista à Fox News.
Na terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, já havia sinalizado um corte nas taxas em relação ao café também em entrevista à Fox News sem dar mais detalhes. O Brasil seria o maior beneficiado pela redução da taxação ao café importado pelos EUA, que enfrenta desde agosto uma tarifa de 50%.
Questionado sobre os comentários de Trump em relação a uma redução de tarifas sobre os produtores de café do Vietnã e do Brasil, Bessent respondeu que “é difícil falar de coisas específicas, mas posso dizer que vocês verão alguns anúncios nos próximos dias em relação a produtos que não cultivamos aqui nos Estados Unidos, como o café, bananas e outras frutas, entre outros”.
Produtores brasileiros afirmaram ontem que têm capacidade para suprir no curto prazo a demanda americana. Enquanto isso, o Itamaraty iniciou negociações para uma nova reunião entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir as tarifas ( mais informações na pág. B2).
ESTOQUES. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o café brasileiro representa mais de 30% do mercado americano. O Brasil é o principal exportador de café para os Estados Unidos, destino de 16% das exportações brasileiras do produto.
Segundo a agência de notícias Reuters, os estoques de café nos EUA devem atingir níveis mínimos até o próximo mês, com uma queda dos atuais 4 milhões de sacas para 3 milhões em dezembro. Os Estados Unidos consomem aproximadamente 25 milhões de sacas de 60 quilos por ano, sendo que o Brasil tradicionalmente fornece 8 milhões desse total.
De acordo com a Reuters, torrefadoras dos EUA buscam alternativas em outros países, como Colômbia, México e na América Central, porém, com valores superiores. O preço médio do café torrado e moído nos supermercados dos EUA subiu 41% em setembro – último dado disponível – em relação ao ano anterior, atingindo preço médio de US$ 9,14 por libra (ou 453 gramas), segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho.
Por causa das declarações de Bessent, os preços dos contratos de café para entrega em dezembro tiveram queda de mais de 3,4% na Nymex (a Bolsa de mercadorias de Nova York). •
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2025-11-13T08:00:00.0000000Z
2025-11-13T08:00:00.0000000Z
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