O Estado de S. Paulo

Prefeitura do Rio diz que orla é explorada pelo crime organizado

Fiscalização de vendas começará no próximo dia 16 nas praias de Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon e será 24 horas

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), anunciou ontem a criação do programa Tolerância Zero para combater a exploração do espaço público pelo crime organizado nas praias da zona sul da capital fluminense. A fiscalização começará no dia 16 nas praias de Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon, 24 horas por dia, com patrulhamento ostensivo.

O programa terá 69 pontos estratégicos de fiscalização e contará com 160 agentes por turno, em jornadas de 12 horas, totalizando 320 agentes diariamente. Drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio serão utilizados para ampliar o monitoramento e apoiar as equipes em campo. “O objetivo é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado. Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime”, afirmou Cavaliere. “O recado é para que, a partir da data do início dessa operação, essas pessoas não procurem ocupar esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público”, disse o prefeito.

Coordenado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), o programa será baseado na ocupação territorial contínua, no patrulhamento ostensivo e na fiscalização integrada, com uso de tecnologias de monitoramento. “Além da permanência territorial, vamos ter diversas ações de inteligência com a Polícia Civil e com a Polícia Militar”, explicou o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior. “Somando Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, já identificamos mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente.”

O secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que “esse programa vem em boa hora, porque nós não podemos admitir que o crime organizado explore pessoas para que elas exerçam atividades comerciais de forma ilegal”.

INVESTIGAÇÃO. De acordo com a prefeitura, as ações foram subsidiadas por relatórios de inteligência, por informações das forças de segurança e por denúncias encaminhadas via Central 1746 e Disque Denúncia. Levantamentos realizados pela prefeitura já identificaram cerca de 22 depósitos irregulares que podem estar ligados à estrutura de armazenamento, abastecimento e arrecadação do comércio não autorizado. •

Armazenamento irregular Levantamentos feitos pela Prefeitura já identificaram 22 depósitos irregulares

METRÓPOLE

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2026-07-08T07:00:00.0000000Z

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